— A escola deveria ter ligado para confirmar de fato se outra pessoa iria buscar meu neto na escola.
O Instituto de Educação Franciscana Nossa Senhora Medianeira, onde o menino estudava, decretou luto entre os dias 26 e 30 de março. Faixas pretas foram colocadas na fachada do colégio.
Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo foi indiciada por assassinato triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Até a noite de quarta-feira (27), 12 pessoas haviam sido ouvidas na Delegacia de Barra do Piraí (88ª DP). Entre os depoimentos estava o da mãe da criança, que deixou a delegacia se falar com a imprensa. O pai de João Felipe deve ser ouvido na próxima terça-feira (2).
Também na quarta-feita, a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) divulgou uma foto de Suzana. Na tarde de terça-feira (26) uma multidão se reuniu em frente à Delegacia de Barra do Piraí para protestar contra o crime no momento em que ela foi transferida para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.
Ao chegar na unidade prisional, ela teve que se desfazer do aplique que usava no cabelo porque as normas do presídio não permite este tipo de acessório.
Motivação
Na delegacia, Suzana do Carmo, que era manicure da mãe de João Felipe, disse que quando raptou o menino não pretendia matá-lo. Segundo ela, a intenção era apenas dar um susto no pai da vítima que teria tido um relacionamento coma suspeita. Suzana ainda afirmou que era perseguida por ele após o fim do romance e que isso a incomodava.
Suzana afirmou ainda que não agiu sozinha e que foram seus comparsas que decidiram matar a criança com medo de serem reconhecidos. Ela disse ainda que contou com a ajuda de dois taxistas e de um funcionário do hotel onde o menino teria sido morto, no centro de Barra do Piraí.
No entanto, segundo a polícia, a mulher agiu sozinha. De acordo com as investigações, ela pegou a criança na escola e seguiu de táxi para um hotel. Lá, ela teria sufocado o menino com uma toalha . No entanto, ela decidiu não deixar o corpo no local e preferiu levá-lo para sua casa. Novamente ela teria chamado um táxi. Durante a viagem, como a criança não se mexeu ou falou, o motorista teria comunicado o fato à polícia.
Enquanto a polícia investigava o caso, a família de João Felipe divulgou uma imagem do menino no perfil do Facebook da imobiliária que pertencia aos pais dele. Um funcionário do hotel onde o crime ocorreu reconheceu a vítima e também procurou a delegacia. Com a ajuda das testemunhas, a suspeita foi identificada e presa ainda durante a tarde. Segundo informações da polícia, o menino foi levado da escola por uma mulher que fingiu ser sua madrinha. Para conseguir pegar a criança, ela ligou para a unidade se passando por mãe do menino. Ao falar com funcionários, ela comunicou que a madrinha de João Felipe iria ao local pegá-lo para fazer exames.
Como ninguém desconfiou de nada, a mulher foi à escola pegou a criança e foi embora de táxi. A família só soube que o menino não estava na escola uma hora depois. Desesperados, o pais acionaram a Polícia Militar e a Polícia Civil.
Enquanto a família procurava a criança, a suspeita chegou a ir a casa dos pais de João Felipe se oferecendo para ajudar. Ela ainda teria consolado a mãe da criança.
Depois que a polícia descobriu que o menino estava na casa dela, dentro de uma mala, a mulher confessou o crime e foi presa.
João Felipe era neto do professor Heraldo Bichara, que já foi secretário de Educação da cidade. Ele já havia perdido a filha assassinada há alguns anos.
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