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quarta-feira, 27 de março de 2013

manicure assassina

ARRA DE PIRAÍ — O menino João, de 6 anos, saiu mais cedo da escola na última segunda-feira. Ele deixou o Instituto de Educação Franciscana Nossa Senhora Medianeira, escola religiosa de classe média de Barra do Piraí, depois de um telefonema, supostamente da mãe, afirmando que uma madrinha o pegaria para levá-lo a uma consulta médica. Logo depois, ele seria dado como desaparecido e, horas mais tarde, achado morto dentro de uma mala. João foi vítima de uma farsa cujo objetivo era atingir uma família tradicional da cidade. Manicure, Suzana, de 22 anos, que confessou o crime, estaria inconformada com o fim de um romance que tivera com o pai do garoto, um empresário da cidade, e queria vingança.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/barra-do-pirai-manicure-matou-menino-por-vinganca-7945162#ixzz2OkOLFwvU
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 
O assassinato de João Felipe Eiras Santana Bichara, que causou comoção no pequeno município de 95 mil habitantes, revela um grau de perversidade que remete ao rumoroso caso “Fera da Penha” dos anos 60, quando Neyde Maria Lopes, também aos 22 anos, sequestrou, executou e incinerou o corpo de uma criança de 4 anos, filha de um ex-amante, no bairro do subúrbio. Fez tudo a partir de um embuste para envolver a família, da qual se aproximou dizendo tratar-se de um amiga de infância da mãe da criança.
Após o crime, alega arrependimento
Passado e presente se encontram, agora, na trama revelada nesta terça-feira com mais detalhes, com a confissão da própria acusada. Amiga da família, Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo contou cada um dos seus atos planejados para “dar um susto”, segundo ela, em Heraldo Bichara Filho, pai de João, mas que acabaram tendo um desfecho trágico. Confessou, justificou-se alegando que era assediada pelo ex-amante, disse estar arrependida, mas deu detalhes que deixam claro toda a crueldade empregada no assassinato:
— Coloquei a toalha nele, tapando a via respiratória com a mão. E como ele batia os pés, o cara pegou o lençol e amarrou as pernas dele — contou, afirmando ter sido ajudada por um empregado do hotel.
A cronologia contada por Suzana, completada por testemunhas, revela que ela se hospedou no Hotel Luiz, no Centro da cidade, por volta de meio-dia. Ela ligou para a escola de João, fazendo passar-se pela mãe para avisar que a madrinha o pegaria. O aluno, que só largaria no final do dia — quando o sequestro não poderia acontecer porque a mãe ou a babá poderiam estar no portão à espera dele — foi liberado, sem dificuldade, horas antes do fim da aula. Num táxi, Suzana, forjando estar ao celular, pediu ao motorista para pegar o garoto quando parou na porta da escola. De lá, o taxista levou os dois de volta ao hotel. A polícia acredita que, minutos depois, João já teria sido asfixiado pela sequestradora.
Mas João não foi deixado ali. Suzana resolveu sair, levando-o no colo, enrolado num lençol. Funcionários do hotel teriam imaginado que ele dormia. Um novo táxi os conduziria até a casa de Suzana, onde ela retirou as roupas do menino, que foram cortadas com uma tesoura. O corpo foi escondido numa mala, que depois seria jogada fora.
— Ela não chorou em nenhum momento e demonstra ser invejosa, além de ter premeditado o crime — diz o delegado Mário Omena, da 88ª DP.
Enquanto o crime se desenrolava, a família se mobilizava para encontrar João, desaparecido. Fotos dele foram divulgadas numa rede social. Graças a essa mobilização, um empregado do hotel teria reconhecido o menino. A partir daí, acionou o taxista pedido por Suzana que, por sua vez, revelou onde a deixara com a criança. Antes de toda a história vir à tona e o corpo de João ser achado por policiais militares, a manicure Suzana ainda teve tempo de voltar a demonstrar sua capacidade de dissimulação, indo à delegacia confortar a mãe de João, Aline Eiras Santana Bichara, de quem era manicure há cerca de três anos. Aline foi consolada por quem depois descobriria ser a assassina confessa de seu único filho.
—Está sendo muito difícil. João era um menino inteligente, que tinha uma vida toda pela frente. Foi como se tivesse caído uma bomba atômica na nossa cabeça — desabafou o avô, Heraldo Bichara, que já foi vereador e secretário de Educação da cidade, dizendo que nunca soube de um relacionamento amoroso entre a acusada e o filho. — Eu não acredito na palavra dessa mulher.
A segurança da delegacia precisou ser reforçada nesta terça-feira. Temia-se uma tentativa de linchamento. Suzana foi transferida para o presídio de Bangu, sob as vaias de cerca de cem pessoas. Ela foi indiciada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Suzana é solteira e não tem filhos.
Os dois taxistas já foram ouvidos pela polícia. Ao ser acusada, Suzana chegou a dizer que o motorista que pegou a criança na escola e o funcionário do hotel participaram no crime, mas o delegado não acredita nesta versão. A polícia investiga se Suzana teria feito um aborto de Heraldo, há cerca de três meses.


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